Imunologia

Somos habilitados pelo Ministério da Agricultura para realizar os ensaios de Anemia Infecciosa Equina (Imunodifusão em gel de agar - IGA) e Mormo (Fixação de complemento- FC).
Realizamos ainda diagnóstico de Piroplasmose (por ELISA e FC), Durina (FC), Rhodococus (IGA), Estomatite Vesicular (ELISA), Brucelose, Erlichiose (E.ristcii e E.equi por imunofluorescencia) e Toxoplasmose.

Diagnóstico de EPM

Realizamos com exclusividade no Brasil e teste ELISA com os antígenos SAG1 e SAG5, considerados os mais relevantes para diagnosticar cepas virulentas de Sarcocystis neurona.

Virologia

Realizamos diagnóstico de Arterite Viral Equina, Herpesvirus eqüino, Encefalomielite e Rotavirus.

Terapias Celulares

Fazemos o PRP (plasma rico em plaquetas) por centrifugação e pretendemos ampliar essa área em breve, com disponibilização do cultivo de células tronco mesenquimais.

Avaliação de Calcificação em Potros

Ferramenta fundamental para o veterinário no Haras.
Permite avaliar se a calcificação em potros está ocorrendo de forma satisfatória.
É preciso coletar uma amostra de soro e uma amostra de urina. Solicitar informação ao laboratório.

Microbiologia

Engloba bacterioscopia, cultura bacteriana e de fungos, e antibiograma.
Realizamos ainda a cultura de Taylorella equigenitalis realizada em meio específico para viagem internacional.

Endocrinologia

Inclui ACTH, Cortisol, Estrógenos totais, FSH, Insulina, LH, PMSG, progesterona, diagnóstico de Cushing, T3, T4 e Testosterona

Outros

• Pesquisa de sangue oculto para diagnóstico de úlceras gástricas. Material utilizado: Fezes
• Surra – Pesquisa do parasita em Buffy Coat. Material utilizado: Tubo de sangue com EDTA
• IGG em Potros – Evidencia se a transmissão de anticorpos via colostro foi eficiente. Material utilizado: Sangue total do potro.

Leptospirose

Claudia Ehlers Kerber

Leptospirose é uma doença contagiosa de animais e de humanos causada por uma bactéria do tipo espiroqueta. A maioria das leptospiras patogênicas era membro da espécie Leptospira interrogans, mas o gênero foi recentemente reorganizado e as leptospiras patogênicas são hoje identificadas em sete espécies, das quais são reconhecidos 198 sorovares diferentes arranjados em 23 sorogrupos, causando bastante confusão. Vamos considerar ainda a nomenclatura antiga neste texto.

Estudos sorológicos realizados em diversas partes do mundo indicam que a exposição de eqüinos à leptospira é comum embora a manifestação clínica seja rara. Ela inclui febre, icterícia, oftalmia periódica e aborto. Informações sobre leptospirose em cavalos são bastante limitadas e, conforme veremos abaixo, há diversos grupos de leptospiras mais ou menos patogênicos. Os principais sorovares envolvidos em doenças na espécie eqüina são a pomona, descrita em diversos casos de aborto nos EUA, gripophytosa, hardjo, canícola e icterohaemorragiae. O menos patogênico e o mais comumente encontrado no cavalo é o sorovar Bratislava.

Isto acontece porque há preferência de determinados sorovares para determinados hospedeiros. O cavalo, por exemplo, parece ser o hospedeiro preferencial para L.Bratislava, mas também pode ser infectado por outros sorovares específicos de outros hospedeiros que vivam no mesmo ambiente. É o caso do sorovar icterohemorragiae, do rato.

O cavalo é, portanto, sensível a infecções por sorovares de outras espécies. Dizemos que a L.Bratislava está “adaptada” ao cavalo, mas o papel do cavalo na manutenção dela na natureza não está claro. A epidemiologia é bastante complicada uma vez que praticamente qualquer animal pode ser infectado por qualquer leptospira parasita. Além disto, algumas espécies são mais prevalentes do que outras em diferentes áreas geográficas.

PATOGENIA
A julgar pelo que ocorre com as outras espécies, as infecções devem ocorrer pela penetração das bactérias pela mucosa ocular, do naso-faringe e do trato genital. Após alguns dias inicia-se o período de bacteremia que deve durar de 2 a 7 dias. Esta fase freqüentemente é subclínica, mas podemos observar casos de febre, depressão, perda de apetite e icterícia.

A fase de bacteremia termina com o surgimento de anticorpos circulantes por volta de 11 a 14 dias pós-infecção, mas as leptospiras localizam e persistem em locais protegidos dos anticorpos circulantes. Estes locais incluem os túbulos renais proximais, o trato genital masculino e feminino e alguns autores citam ainda o globo ocular.

No caso de uma égua prenhe, a infecção fetal pode ocorrer com aborto subseqüente, nascimento prematuro ou potros fracos. O aborto vai ocorrer algumas semanas após a infecção e se houver manifestação de uveíte, ela é observada muitos meses mais tarde. Já foi observado que a evidência de icterícia está relacionada à disfunção hepática mas a evidência de lesão hepática resultante de leptospirose não é comum. Existe também uma descrição de nefrite fatal na literatura.

A excreção de bactérias via urina, descarga uterina pós-aborto e sêmen, são as principais fontes de infecção. Não se sabe por quanto tempo o animal se mantém como disseminador da doença e não há relatos de infertilidade em machos e fêmeas causada por leptospirose. Há também muita discrepância também nos resultados de estudos que tentam avaliar o envolvimento da leptospira em casos de aborto e, mais ainda, quando se quer definir qual o sorovar envolvido.

continua...